Hoje é 18 de março de 2026. Este é um texto que escrevi em 4 de dezembro de 2025. Estou me sentindo tão relaxado e feliz agora. São 6h30. Dormi 9 horas. Acordei naturalmente. Minha esposa está deitada ao meu lado. Eu a acordo com alguns beijinhos cheirosos. Ela geme de sono. Não há uma única nuvem no céu. A janela está entreaberta. Lá fora dá pra ouvir um vento leve com pássaros cantando. Temos um chão de madeira que range. Vou descalço até o chuveiro — o banheiro fica logo ao lado do quarto —, está tocando uma rádio de Bossa Nova, e ela se junta a mim por conta própria. Por alguns instantes, ficamos juntos sob a água corrente. Nos secamos, escovamos os dentes, ela ainda canta; pra mim, a água está quente demais. Desço as escadas devagar. Nossos dois gatos estão aconchegados no chão aquecido pelos primeiros raios de sol. Abro a porta para o jardim para eles; lá fora ainda está um pouco fresco. A máquina de café mói os grãos descafeinados. Ouço ela acordando nossos filhos, um por um. Ainda não olhei para nenhum aparelho. Pode esperar. Nossa cozinha e sala de estar são integradas. Luz entra pelos dois lados da casa. Tudo é aconchegante, com muitas lembranças — das nossas viagens, culturas, famílias. Ela prepara um café da manhã para levarmos. Ela mesma fica em casa, cuidando do nosso recém-chegado. Eu bebo o café descalço no gramado.

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